Economia da Mesopotâmia

A Mesopotâmia  trata-se de um planalto de origem vulcânica localizado no Oriente Médio e cercada pelos rios Tigre e Eufrates e atualmente é ocupado pelo território do Iraque e terras próximas a ele.
Tal região, assim como o Egito, também dependia das cheias dos rios, no caso da mesopotâmia do Tigre e Eufrates, no caso egípcio o rio Nilo.
Os rios tinham certa irregularidade no que diz respeito as suas cheias e dessa maneira tiveram que pensar em métodos que facilitassem a agricultura na região. Um desses métodos, foi a criação de um sistema de irrigação e drenagem que era possivel através de construções de diversos diques e barragens.
Pelo fato da mesopotâmia ter uma grande disponibilidade de terras aliado a esses novos métodos elaborados e construídos que tinham como objetivo facilitar a agricultura, provocaram as invasões de muitos pastores assírios nas terras ao sul do territorio em busca de solo fértil para seu sustento.
A agricultura, sem duvida nenhuma, tem um papel muito importante no desenvolvimento do estado mesopotamico.  O sistema de servidão coletiva destinava sua atenção para  administração da agricultura, além de organizar obras públicas objetivando a melhoria na produção agrícola.
Todo esse florescimento das atividades agrícolas na região fez com que os mesopotâmicos passassem a acumular excedentes, o que foi responsável pelas primeiras atividades comerciais na região, que também foi facilitado pela agilidade de deslocamento nesse territórios (por rios e mares próximos), além dos suprimentos agricolas estarem passando por uma certa carencia em outras regiões.
Porém com todo crescimento do comércio na região fez com que os povos ali envolvidos não se restringissem apenas em comercializar produtos agricolas. Dessa maneira, foram formada caravanas com a intenção de buscar produtos em outras regiões para serem comercializadas ali. Alguns produtos merecem tal destaque como o marfim, o cobre o estanho, a madeira, pedras preciosas, tecidos, tapetes, perfumes e muitos outros.
Todo esse comércio era feito e baseado na troca de mercadorias, pois até então, não se tinha um padrão monetário na região. Assim, o padrão de troca estabelecido era inicialmente representado pela cevada e logo depois pelos metais.
Assim concluimos que a civilização mesopotamica além ter sua origem ligada a agricultura por estar situada em meio a dois rios, teve também grande destaque no comércio, se tornando um dos maiores centro comerciais do oriente.

Companhias de Comércio


Com o objetivo de aumentar os lucros comerciais com a exploração das colônias, aprimorar o processo produtivo e ultrapassar os países concorrentes, as nações europeias organizaram as Companhias de Comércio. Apesar de apresentarem administração independente, estes órgãos possuíam uma parte do capital que provinha do Estado. Durante os séculos XVII e XVIII, Portugal, que era o país colonizador do Brasil, organiza-se em quatro Companhias de Comércio: Companhia Geral do Comércio do Brasil, Companhia do Comércio do Maranhão, Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e do Maranhão e Companhia Geral do Comércio de Pernambuco e Paraíba.
Entre essas, a primeira a ser criada foi a Companhia Geral do Comércio do Brasil (1649) e seu objetivo era referente às primeiras necessidades dos colonizadores no País. Fornecia escravos e garantia a locomoção do açúcar no território europeu, mantinha o auxílio à resistência de Pernambuco contra aos invasores da Holanda e apoiava a recuperação da agricultura de cana-de-açúcar na região nordeste após os tumultos com os holandeses.
A segunda companhia de comércio foi fundada no ano de 1682 e tinha o nome de Companhia do Comércio do Maranhão. O intuito desta companhia era fornecer crédito para a exportação de algodão e açúcar e o transporte de produtores e escravos. No século XVII, estas foram as mais importantes Companhias de Comércio.
Porém, durante o século XVIII, Portugal apresenta mais duas companhias. Por intermédio do Marquês de Pombal, surge, em 1755, a Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e do Maranhão. Quatro anos depois, é fundada a Companhia Geral do Comércio de Pernambuco e Paraíba. Nesta época, a mineração de pedras preciosas como o diamante e o ouro estava em amplo desenvolvimento no território brasileiro que ficou conhecido como as “minas gerais”. Porém, mesmo com a alta desta atividade comercial, havia necessidade de reforçar o extrativismo na região Norte  e Nordeste do País. Neste ponto, as duas Companhias de Comércio do século XVIII foram importantes.
Entre as principais características referentes às Companhia de Comércio, estão: estabelecimento de condições de pagamento e formas de financiar, independência na organização do transporte ultramarino e monopólio em compras e vendas de produtos dentro de sua área de ação.
Por meio das Companhias de Comércio, Portugal garantia a manutenção das plantações de fumo, algodão, além dos engenhos açucareiros. Desta forma, conseguia manter os lucros da burguesia e os impostos cobrados pela Coroa. O declínio das companhias ocorreu devido à má administração e falta de capital.

Batalha de Aljubarrota

 D. Fernando, nono rei de Portugal, morreu em 1383. D. Beatriz, sua filha única, iria sucedê-lo no trono. Porém, ela era esposa de D. João I, que era o rei de Castela. Desta forma, o rei português seria um castelhano. Um grande problema neste processo era que naquele período Portugal buscava tornar-se independente da Espanha, impossibilitando a ascensão de um rei castelhano no país lusitano.
Mesmo com essa contradição, D. Beatriz tornou-se rainha e o povo de Portugal ficou dividido, um grupo a apoiava e o outro achava ilegítima a sua posição. Um dos opositores de D. Beatriz era D. João Mestre de Avis, que era meio-irmão do finado D. Fernando. Com o objetivo de tornar mais fraca a posição da rainha, D. João Mestre de Avis assassinou o Conde Andeiro, um conselheiro de D. Leonor, viúva do rei D. Fernando que supostamente era a regente (quem reina em vez da rainha). Na verdade, Andeiro era quem regia o trono através de Leonor.
Após matar Andeiro, D. João Mestre de Avis foi apoiado pela população e por alguns nobres e burgueses que eram contra a rainha Beatriz. Receosa com esta situação, D. Leonor recorreu a D. João I, que era o rei de Castela e seu genro, para que agisse de forma a manter a posição de D. Beatriz. Desta forma, D. João I percebeu que sua figura também estava sendo contestada em Portugal e enviou seus homens para cercar Lisboa, local onde vivia D. João Mestre de Avis.
O processo realizado pelos homens de Castela para cercar Portugal foi um dos mais demorados da história, sendo que a peste negra que assolava a Europa e o desentendimentos entre os soldados castelhanos deram chance para que os portugueses não se rendessem. Com essa resistência, o Mestre de Avis ganhou força em Portugal. Assim, a população o nomeou com o título de Regedor e Defensor do Reino. Mas Castela continuava firme em sua posição de ataque e uma nova tentativa de invasão do território português foi feita. Esse processo desencadeou diversos embates entre as forças militares de Portugal e Castela, mas a mais conhecida foi a Batalha de Aljubarrota, ocorrida em agosto de 1385.
Um dos nomes mais importantes da Batalha de Aljubarrota foi D. João Mestre de Avis, que planejou uma ação militar contra os homens de Castela, encontrando-os no meio do caminho a Leiria. D. Nuno Pereira Álvares, guerreiro e nobre de Portugal, arquitetou ações de um contingente de soldados que lutou contra os castelhanos. Na batalha, foram utilizados arqueiros e besteiros que se organizavam em fileiras para derrotar os inimigos.
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De acordo com alguns historiadores, até mesmo cavaleiros da Inglaterra auxiliaram os portugueses contra o exército de Castela. Aproveitando-se do terreno acidentado em que o embate ocorria, os homens de Portugal cavaram fossos e os disfarçaram encobrindo com folhagem. Assim, os castelhanos caíam nestas armadilhas conhecidas como "covas de lobo".
Após esta batalha, as forças de Portugal foram divididas em três grupos. A maior postava-se na retaguarda e tinha o comando de D. João Mestre de Avis. Na linha de frente era colocada uma parcela menor de soldados que, sob comando de D. Nuno Álvares Pereira (Condestável), causavam uma falsa impressão de vantagem aos homens de Castela.
À direta formava-se a "ala dos namorados", uma das mais bravas do contingente. Já à direta ficava a "ala de madressilva", que dava cobertura à ala da esquerda atirando flechas sobre o exército de Castela. Assim que os soldados de Portugal avançaram sobre os castelhanos, estes recolheram suas lanças, pois pensavam ser fácil derrotar os portugueses.
Porém, foram surpreendidos por uma manobra envolvendo todas as alas dos portugueses, que os rodearam e começaram a atacar com uma estratégia conhecida com o nome de "tática do quadrado". Assim, os homens de Portugal terminaram o conflito em vantagem numérica. Portugal saiu vitorioso, com mais homens e mais armas, evitando que o país continuasse dependente de Castela.

A Baixa Idade Media

O fim das invasões bárbaras na Europa, por volta do século X, trouxe certa paz ao continente. Do período que vai do século XI ao XV, denominada Baixa Idade Média, o sistema feudal de exploração de braços humanos entrou em decadência devido aos avanços no setor agrícola, como a invenção do moinho hidráulico, que facilitava a irrigação, e a atrelagem dos bois nas carroças, o que possibilitou viagens com mais carga e, consequentemente, aumento na produção.
Com as inovações tecnológicas no setor agrícola, as terras dos feudos passaram a ficar pequenas demais para uma população que só tendia a crescer. Os habitantes dessas áreas rurais queriam expandir o comércio e lucrar mais através da produtividade. A partir daí, os artesãos e comerciantes concentram-se próximos aos castelos, igrejas e mosteiros, desenvolvendo a atividade comercial. Essas pequenas concentrações deram origem aos primeiros burgos.
Neste mesmo período, houve uma denúncia de peregrinos europeus de que os muçulmanos do Oriente Médio maltratavam os cristãos. O papa Urbano II declarou guerra a estes religiosos no ano de 1095, enviando uma expedição de cavaleiros cristãos para libertar a denominada Terra Santa do Império Islâmico, situada no território da Palestina.
Foram organizadas um total de oito cruzadas entre os anos de 1095 e 1270, que envolveram desde pessoas simples e deserdados que não tinham direito às terras do feudo até reis, imperadores e cleros. Todos os combatentes tinham que se virar como podiam; muitos, inclusive, chegaram a ser massacrados brutalmente antes de chegarem ao destino.
Entretanto, as Cruzadas influenciaram para que o comércio dos burguesses aumentassem. Quando os cavaleiros dominavam territórios islâmicos, chegavam a saquear produtos valiosos como joias, tecidos e temperos e os comercializavam no caminho. As expedições fizeram com que os muçulmanos abandonassem o território próximo ao Mar Mediterrâneo, beneficiando os burgueses da Itália, principalmente das cidades de Gênova e Veneza. No norte da Europa, regiões como Hamburgo e Dantzig também prosperavam na atividade comercial, formando uma nova classe social que iniciou a dinamização econômica da Baixa Idade Média.
O desenvolvimento comercial fez com que os moradores do campo migrassem para as cidades, contribuindo para a queda do sistema feudal. Na tentativa de manter os empregados nas terras, os proprietários ofereciam melhores condições de vida e até mesmo a possibilidade de pagá-los mensalmente com um salário.
Nas cidades, a ascensão da atividade comercial formou uma nova engrenagem social, o chamado capitalismo. Novas atividades foram surgindo, como a profissão de cambista, que tinham conhecimento do valor real da moeda e os banqueiros, que ficavam incumbidos de guardar grandes quantias de dinheiro.

O Arco Londo Inglês


O arco longo inglês, também chamado de arco inglês, ou arco galês, é um poderoso e grande arco medieval, com, aproximadamente, 1,83m de comprimento, usado pelos britânicos para caçar e também como arma de guerra. O uso do arco longo foi notadamente eficaz durante a Guerra dos Cem anos, contra os franceses, principalmente nas batalhas de Crécy (1346), de Poitiers (1356) e, a mais famosa delas, Agincourt (1415). Após esse período, os arcos se ficaram menos efetivos, com muitíssimas baixas de arqueiros, principalmente nas batalha de Verneuil (1424) e Patay (1429) quando foram arrasados antes mesmo de se colocarem em posição de batalha. O termo "arco longo inglês", ou "galês", é um termo moderno usado para diferenciá-los de outros tipos de arcos, muito embora arcos muito semelhantes, ou até mesmo idênticos, terem sido usados ​​no norte e oeste da Europa. Inclusive, uma enorme quantidade de material para a construção dos arcos foi importada da Espanha no Século XIV.
O primeiro arco longo conhecido da Inglaterra foi encontrado em Ashcott Heath, em Somerset, datado de 2665 a.C. Grande parte dos arcos longos não sobreviveram ao período em que alcançaram sua glória (entre 1250 e 1450), muito provavelmente porque aqueles que não haviam sido destruídos em batalha ou pelo tempo, foram logo substituídos por melhores equipamentos através das gerações. Cerca de 130 arcos sobreviveram ao período renascentista. Outros 137 foram recuperados no navio Mary Rose, navio da marinha de Henrique VIII que afundou em Portsmouth no ano de 1545.
A origem exata do arco longo inglês é ainda hoje contestada. Embora seja difícil precisar a influência do arco e flecha na Conquista Normanda da Inglaterra, é claro que eles tiveram grande importância para a vitória dos Normandos, como na célebre Batalha de Hastings. Assim como os Anglo-saxões também fizeram uso do arco e flecha como uma arma de guerra. De qualquer forma, esse arco se tornou conhecido sendo usado pelos galeses durante as invasões normandas. Impressionados com seu alcance e precisão, os ingleses o adotaram e começaram a recrutar arqueiros galeses para o serviço militar. Esse arco tinha de 1.2m até 1,8m, mas, geralmente, tinham acima de 1,5m.
O arco longo inglês decidiu muitas batalhas medievais em favor dos ingleses, mais notadamente as batalhas de Crécy e Agincourt, na Guerra dos Cem Anos, e de Halidon hill (1333), contra a Escócia. Contra o arco, pesa a derrota na batalha de Patay, que contribuiu significativamente para a França conseguir reconquistar seus territórios perdidos. O arco também foi usada contra os ingleses por seus vizinhos galeses, que costumavam emboscar os soldados ingleses, afim de conseguirem tiros à queima roupa, que pudessem penetrar nas pesas armaduras inglesas. Na famosa batalha em 1402 travada pelo gaulês Owain Glyndŵr contra o inglês Bryn Glas, os arqueiros galeses conseguiram esmagar seus inimigos influenciando decisivamente na vitória galesa.
Apesar dos arcos longos ingleses serem muitos mais rápidos e precisos que as primeiras armas de fogo, que os substituiriam posteriormente, os recrutas que necessitavam de anos de treinamento intensivo para se tornarem realmente importantes numa batalha. Numa época em que as guerras eram sazonais, e que soldados não nobres passavam a maior parte das suas vidas trabalhando em fazendas, todo esse extensivo treinamento acabava se tornado um desafio que com o avançar das armas de fogo foi sendo cada vez mais evitado. Apesar disso, muitos arqueiros ingleses foram recrutados como mercenários por outros países europeus devido às suas habilidades com o arco e flecha.
Os arcos longos permaneceram em uso até por volta do século XVI, quando os avanços das armas de fogo tornaram a pólvora um fator extremamente significativo nos conflitos armados, época em que unidades como arcabuzeiros e granadeiros começaram a surgir. O último registro do uso dos arcos longos data de 1642, no confronto em Bridgnorth, durante a Guerra Civil Inglesa, quando uma milícia improvisada da cidade derrotou pelotões regulares de mosqueteiros.
Arcos longos modernos continuam a ser feitos objetivando esportes e a caça. Mas desde 1642 eles deixaram de serem usados como uma arma de guerra. O arco longo inglês clássico possuía 1,2 a 1,8m de comprimento, mas muitos com mais de 2m já foram encontrados. Geralmente, a flecha disparada desse arco podia alcança entre 165 to 228 metros, enquanto os arcos maiores poderiam ultrapassar os 300 metros.

Antigo Regime


Antigo Regime refere-se ao sistema político e social que foi estabelecido na França a partir do final da Idade Média.
As origens do Antigo Regime estão ainda no final do período Medieval, quando começaram a se formar Estados Nacionais. Na transição da Idade Média para Idade Moderna, as monarquias que se colocavam no domínio político dos nascentes Estados cooptaram a nobreza para integrar o corpo aristocrático que incluía ainda o clero. Com o estabelecimento do absolutismo se consolidou também o Antigo Regime.
A França é o país que identifica o sistema com mais exatidão, até porque o termo foi cunhado justamente para simbolizar a situação política e social que ocorria na França até a Revolução Francesa. Neste país estruturou-se claramente um sistema que dividia a sociedade em três estados. O primeiro deles representava o clero, o qual tinha grande poder na época em função das crenças religiosas que atribuíam à Igreja a capacidade de saber e lidar com tudo.
O segundo estado era representado pela nobreza, que na prática nada fazia de produtivo para a França. Vivia da renda auferida da máxima exploração possível sobre os camponeses e desfrutavam dos luxos proporcionados pela aristocracia francesa. Já o terceiro estado representava o grosso da população francesa, incluía os camponeses e os burgueses e era quem pagava os impostos para sustentar a máquina estatal e quem realmente trabalhava para gerar os lucros da nobreza. Acima de todos eles estava a figura absolutista do monarca que comandava todo o sistema.
Com base em uma sociedade altamente estatizada, o Antigo Regime possuía suas características econômicas, sociais e políticas. Economicamente, o sistema se baseava na propriedade de terra, de onde vinha a produção francesa. Os camponeses eram os trabalhadores na terra, tendo seu trabalho explorado em prol do sustento da nobreza. Constituía-se no capitalismo comercial. Socialmente, havia uma grande e rígida divisão do Estado. A maioria da população era incapacitada de melhorar suas condições de vida, oprimidas pelo sistema. E politicamente, uma monarquia absolutista desfrutava de uma série de privilégios e autoridade considerada divina.
A partir do século XVII, algumas modificações sociais e econômicas começaram a ocorrer na Europa Ocidental que fragmentaram o Antigo Regime. Na França, foi principalmente o pensamento iluminista que serviu de base para o questionamento do sistema, propagando novos ideais na população. Simultaneamente, emergia também o pensamento liberal que pregava mudanças na forma da economia e na lógica do homem como ser econômico e social. Assim, a defesa pelo fim do intervencionismo do Estado na economia e pela democracia ganharam espaço na França.

A Revolução Industrial  iniciada pela Inglaterra mostrou ao mundo Ocidental novas realidades produtivos e determinou a ascensão de uma nova classe social, a burguesia.
O conceito de Antigo Regime, embora muito característico da situação francesa, pode ser aplicado aos vários reinos da Europa Ocidental que formaram Estados Nacionais Absolutistas. O marco da queda do Antigo Regime foi a Revolução Francesa, iniciada em 1789, que derrubou o regime monárquico, acabou com a divisão em estados na sociedade e propagou os ideais democráticos e liberais através do lema do evento, Liberdade, Igualdade e Fraternidade. A Revolução Francesa determinou a ascensão da burguesia da França, levando o país a uma democracia capitalista que iria se desenvolver no próximo século.


A Alta Idade Média

A Alta Idade Média compreende os anos entre 476 e 1000 e é marcada pelas invasões bárbaras no território do Império Romano e a consolidação do sistema econômico feudal.
Bárbaro, na visão dos romanos, era todo povo que tinha uma cultura diferente da greco-romana. A maioria dos invasores bárbaros era de origem germânica e não tinha uma comunidade estruturada pelo Estado; viviam em grupos tribais constituídos pela família e definiam as decisões importantes com a Assembleia de Guerreiros, chefiada por um rei que eles indicavam. Os bárbaros eram formados pelos nobres, que detinham grandes posses territoriais; homens-livres, que tinham pequenas propriedades; e homens não-livres, prisioneiros de guerra que viviam como escravos.
Eles viviam da agricultura através da produção comunitária das propriedades privadas.
A invasão bárbara, que antes tinha se caracterizado como um processo pacífico, começou a ficar violenta a partir do século IV. O momento era vantajoso para que os bárbaros concluíssem seus objetivos com êxito:
  • A população germânica estava crescendo imensamente, de forma que o espaço geográfico ocupado por eles estava ficando pequeno demais;
  • Eles queriam achar terras férteis para poderem expandir a agricultura e se sentiram atraídos pelo território romano;
  • O Exército Romano estava enfraquecido por falta de uma organização militar mais efetiva.
Das comunidades bárbaras destacam-se os francos, que ocuparam o terrítório da França e formaram os primeiros feudos, classe social que estabeleceu a economia europeia daquele período baseada no escravismo, na vassalagem e nas relações suseranas. Neste contexto, o papel da Igreja Católica, que tinha grande influência no Império Romano, começa a se intensificar.
Por outro lado, os árabes invadem a península Ibérica e avançam nos campos da ciência, da alquimia, da medicina, da religião e da filosofia. Nas artes, constroem templos e mesquitas que contribuíram para os estudos da Arquitetura e também desenvolvem (à sua maneira) a técnica da pintura, apesar da religião islâmica proibir a reprodução de figuras humanas.
No século IV, o Império Romano é dividido entre o Ocidente e Oriente, cujas capitais eram Roma e Bizâncio respectivamente. Os bizantinos eram fervorosos religiosos e um povo que admirava a arte arquitetônica. Com a morte de Justiniano no século VI, o Império Bizantino começa a decair, até a invasão árabe em Constantinopla, em 1453.
Os árabes fecham a atividade comercial com os romanos, fazendo com que o sistema feudal se fortaleça naquela área. Além da hegemonia feudal já consolidada com a invasão dos bárbaros na Europa Ocidental, o feudalismo se tornou a principal atividade econômica da Alta Idade Média.

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